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segunda-feira, dezembro 16, 2013

500 anos esquecidos pelos Governos

Cerimónia dos 500 anos da chegada dos Portugueses à China
Há uns dias em Macau foi feita uma justa homenagem a Jorge Álvares, o primeiro Português a chegar ao Mar do Sul da China. Jorge Álvares, nascido em Freixo de Espada à Cinta, Portugal, chegou às águas do Mar do Sul da China em 1513, mais propriamente à ilha de Lin Tin, na foz do Rio das Pérolas a meio caminho entre Macau e Cantão.
Uma iniciativa de cariz particular onde não couberam representações oficiais de qualquer governo, fosse ele do Português, do Chinês ou do de Macau. Infelizmente é assim que se trata 500 anos de contactos entre Portugueses e Chineses.
Ficou a iniciativa, que também pouco eco mereceu na Comunicação Social local, que valeu para marcar uma efeméride que merecia mais consideração pelos poderes instituídos.
Estivemos presentes, como não poderia deixar de ser, visto que a nossa viagem também aborda a mesma temática.
Jorge Álvares foi o primeiro Europeu a chegar à China por mar.

segunda-feira, novembro 25, 2013

Será destino?


Estas últimas semanas tem sido a NaE que tem estado mais activa no blogue, publicando diversos artigos relativos a variados aspectos da preparação da nossa aventura e das suas vivências e experiência. Claro que o facto de eu me ter mantido algo afastado não quer dizer que não tenha feito nada. Não nos podemos esquecer que, a par de toda a preparação que esta nova etapa da nossa vida engloba, também temos ainda obrigações profissionais que nos ocupam mais parte do dia. No caso da NaE, já deixou o seu emprego diurno, mas nem por isso passou a ter mais tempo livre. Aliás, até penso que ela está mais ocupada agora do que anteriormente, apesar de poder parecer antagónico!
Pessoalmente, tenho andado mais ocupado com coisas do escritório visto que estou a entrar no último mês antes da minha licença sem vencimento começar a 1 de Janeiro do próximo ano. Muita coisa tem de ser preparada e os últimos detalhes têm de ser bem limados.
Aqui no nosso blogue devem ter reparado que fizemos algumas alterações, nomeadamente no próprio corpo do texto que agora incluí a indicação de quem o elabora. Assim torna-se mais claro quem esteve por detrás do teclado e escreveu as palavras originais. Por vezes tornava-se complicado saber se era eu ou se era a NaE, o que fazia com que a ideia fosse mais difícil de perceber.
No seguimento do artigo da NaE onde ela falava do destino e do que o adivinho lhe tinha dito, quero fazer uma revelação que poucos têm conhecimento. Numa das minhas primeiras visitas à Tailândia, penso que ainda no século passado, também um adivinho me fez uma leitura semelhante.
Não sendo muito supersticioso, na altura não liguei e até achei piada de me dizer que eu apenas seria feliz junto à água. Bom, afinal nasci junto da água, Mira tem praia! Afinal vivia em Macau, bem junto à água. E, por fim, adorava mar e tudo o que estivesse relacionado com água! Agora, passados todos estes anos e com a nossa decisão de mudar de vida para viver em cima da água, começo a temer aquilo que ouvi há tantos anos.
Será verdade? Será caso para começar a acreditar na velha expressão “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay…”

terça-feira, outubro 22, 2013

É tudo destino

(Artigo publicado, originalmente em Inglês pela NaE e traduzido pelo João para Português)
A vida é uma viagem!
Quando era uma estudante universitária não planeava muito a minha vida após a formatura, o que gostaria de ser ou que tipo de trabalho queria fazer.
Tentei ser estagiária num hotel famoso e numa agência de viagens, mas não resultou porque não eram tarefas com que eu me identificava.
A minha licenciatura é em Língua Francesa, com bacharelato em Inglês, o que fez com que fosse relativamente fácil encontrar emprego. Aliás, nessa altura um dos meus professores convidou-me para trabalhar com ela num projecto de pesquisa, pelo que nem sequer tive de me esforçar para encontrar emprego.
A maioria dos meus amigos que não conseguia encontrar emprego antes da formatura, ou que não queriam trabalhar imediatamente, continuaram os seus estudos para Mestrado na Tailândia ou no estrangeiro.

Um dia, durante o último semestre do meu curso, uma das minhas amigas mais próximas que é adepta de ler a fortuna nos cartomantes, pediu-me para ir com ela a um perto da universidade. É algo tradicional tailandês mas semelhante à leitura da palma de estilo ocidental.
A minha universidade localiza-se perto de uma das principais atracções turísticas de Banguecoque, o Grand Palace, onde há festas e feiras todo o ano.
Pessoalmente não acredito em cartomantes, porque quem sabe da minha vida melhor do que eu? No entanto, visto que a minha amiga insistiu tanto, acabei por ir.
Quando a cartomante começou a dizer à minha amiga sobre a sua vida, sobre os seus problemas familiares, acertando mesmo no tipo de doença que o seu pai tinha sem que ela tenha dito qualquer coisa que o pudesse revelar, comecei a ficar curiosa de como é que ela poderia saber tanto sobre a minha amiga e decidi também experimentar!
Quando chegou a minha vez, disse-me que o namorado que tinha naquele momento não era a minha alma gémea e que a minha verdadeira alma gémea estava longe. Claro que não acreditei e não levei nada a sério. Quando segurou na minha mão e olhou para a minha palma disse que eu iria viajar muito! "Tanto que nunca iria ser capaz de parar!" Curiosa, perguntei-lhe se a viagem seria de lazer, estudo ou trabalho? Tendo ela respondido que as linhas da minha mão só lhe mostravam que eu iria ser uma viajante.
Isso fez-me fez, como é que eu iria viajar o tempo todo se não fosse rica?
Claro que depois daquele dia não pensei mais no assunto e continuei a viver a minha vida normalmente.

Alguns anos depois fui trabalhar para uma empresa de arquitectura, pertença de um grupo que também tem uma revista de design. A mesma amiga que me arrastou para ler a sina também ali trabalhava, juntamente com outros ex-colegas de faculdade.
Passando algum tempo foram todos enviados para Hong Kong para participar numa feira de design durante uma semana. Tendo eu aproveitado essa oportunidade, uma vez que o nosso grupo de amigos da universidade nunca tinha viajado junto, e pedi férias também. Era a minha primeira vez a voar para fora do país e viajar sozinha para ir ao encontro dos meus amigos que já estavam em Hong Kong.
Não foi fácil para mim entender os anúncios do aeroporto em Inglês, com um sotaque "estrangeiro"! O meu voo estava atrasado, a minha “limousine” do meu hotel foi-se embora e não esperou por mim e eu nem sabia como fazer uma chamada telefónica internacional!
O copo d'água donosso casamento na Tailândia, ambos em roupas tradicionais
Nesta primeira viagem ao exterior sozinha conheci o homem que viria a ser o meu marido. Foi ele que me ajudou a lidar com todos os contratempos, visto que já estava acostumado a lidar com a maneira chinesa de trabalhar. Desde então, mantivemos um relacionamento à distância, viajando para nos encontrarmos sempre que tínhamos tempo e dinheiro, até decidirmos casar e viver juntos.
Eu costumava sempre dizer que não gostava de Ocidentais, no entanto, acabei casada com um! De viajantes independentes a parceiros de viagem, passando a viver e a trabalhar num país estrangeiro e, finalmente, planeando a nossa "Volta ao Mundo"..
Tu ao leme e eu a dar direcções. É uma vida de casal!
Quando olho para trás, eu consigo acreditar que cheguei tão longe e que vou continuar a minha caminhada.
O meu destino já estava escrito, mas era ainda desconhecido. Mesmo que eu queira mudar o meu destino, lutando pelo que quero, para construir tudo o que preciso e para escolher quem gostaria de encontrar, agora acredito que não podemos mudar nada.
Tudo tem uma razão para começar e para terminar.

Tudo o que pudemos fazer são boas acções para ganharmos mérito até ao dia em que esse mesmo mérito nos será retribuído, a isso "Karma".
A viagem é sempre boa se o companheiro de viagem for bom


quinta-feira, outubro 17, 2013

Sou a "mulher da casa"

O texto seguinte foi escrito, originalmente pela NaE em Inglês e pode ser visto na sua versão original na página em Inglês, sendo aqui transcrito na sua tradução

À medida que se aproxima a data de partida (menos de 3 meses) estamos cada vez mais excitados e ansiosos.
Eu vou rescindir o meu contrato dois meses antes do nosso "grande dia" porque sou a "dona da casa". O João, o líder ou o homem da família, trabalha até ao último minuto antes de ir-mos embora.
Ultimamente os meus colegas têm-me perguntado sobre o progresso do nosso projecto e ficam surpreendidos quando ficam a saber que preciso de dois meses apenas para preparar a mudança de todas as nossas coisas. "Por é que precisam de tanto tempo?" É uma questão recorrente.
A maioria dos leitores, provavelmente, tem experiência de se mudarem para um barco, mas para algumas pessoas que nunca fizeram uma mudança, nem mesmo de apartamento, é difícil imaginar.
Há seis anos compramos a casa onde vivemos depois do nosso casamento "oficial" civil em Macau. Tivemos de a remodelar totalmente por dentro para a construirmos da forma que queríamos. Dos azulejos às maçanetas das portas ou às cores das nossas paredes garridas. Para mim foi como um novo começo, mudei de casa dos meus pais para a minha própria casa, escolhida e decorada por mim.
A cozinha em obras, com azulejos portugueses 
Conseguem imaginar como é que um jovem casal decora a sua casa? O meu marido chama-me de "novo rico". Temos de tudo e mais alguma coisa, tudo o que possa imaginar, instalámos ar condicionado em todos os quartos e mesmo na cozinha, aquecimento na casa-de-banho! Sempre que comprávamos algo electrónico novo escolhíamos sempre o mais caro porque, na minha mentalidade, o mais caro era sempre melhor! Assim, por exemplo, só o controlo remoto universal lá de casa custou quase 5.000 HKD (mais de 500US $). Todo o nosso mobiliário é feito à medida e desenhado por nós, da cama ao sofá e todos os outros armários da casa. Posso afirmar, com orgulho, que a minha casa era mesmo o lugar mais aconchegante para mim com todos aqueles itens escolhidos por nós.
Agora, a grande tragédia da minha vida! Temos de vender ou doar a maior parte dos electrodomésticos, decoração e mobiliário, e mesmo ver-nos livres do nosso Mercedes que será dado a um casal amigo. Perante esta fatalidade, só nos restou escolher aquilo que não queríamos mesmo deitar fora, enviando-os para Portugal.
O meu chefe pessoal na nossa cozinha
Em Macau também existem locais para armazenamento que podem ser alugados para guardar os nossos haveres como nos EUA , no entanto, aqui , devido à falta de espaço (Macau é um dos lugares mais caros do planeta em termos de rendas e aluguer de espaço!) os preços são impossíveis, ainda para mais porque nem sabemos quanto tempo vamos demorar. Talvez nunca mais voltemos! Quanto ao apartamento, pretendemos colocá-lo à venda ou alugar, portanto, não é possível deixar ali as nossas coisas e o aluguer de espaço de armazenamento não é uma solução. É complicado coordenar o transporte de haveres para locais como Portugal e Tailândia, ou até mesmo tentar encontrar uma solução para enviar algumas coisas para a República Dominicana por Correio (para pequenos itens, é claro).
O João diz sempre: "Graças a Deus não iniciamos a viagem em Macau, caso contrário, o nosso barco iria afundar porque iríamos ali colocar tudo! "
Eu só quero uma vida confortável na nossa nova casa, e sim, eu sei, tem que ser simples. Cada pessoa é diferente, e cada pessoa é um caso, o mesmo se aplica connosco que decidimos viver num barco. Eu respeito quem foi capaz de fazer a mudança com apenas com uma bagagem de mão, mas, para mim, isso será impossível porque não vou conseguir mudar da noite para o dia para começar uma nova vida nada de pessoal! Sou assim há mais de 30 anos!
A minha sapateira feita à medida cheia
O transtorno não se limita ao transporte, embalagem ou enviar as coisas. Temos também uma infinidade de documentos e outra papelada que precisam ser resolvidos antes de ir-mos embora. Finanças, Identificação, Caixa Postal, seguros, vacinas, contas bancárias, cão e veterinário, escola para a bebé para ensino à distância, etc. A lista nunca mais acaba. É uma dor de cabeça contínua e muito cansativo para duas pessoas apenas.
Alguns dos haveres prontos para enviar para Portugal
Ao mesmo tempo, não nos podemos esquecer dos detalhes da viagem e da sua organização, encontrar patrocinadores e outros apoios até ao dia de deixar Macau. Muitos dos meus colegas pensam que somos ricos porque para eles vamos viajar sem ter que trabalhar, no entanto, não o somos! Por isso é que temos de planear tudo muito bem.
Agora compreendem porque eu me chamo "mulher da casa", mesmo que não tenha de trabalhar no escritório, não significa vou andar por aí sem fazer nada!
Além de tudo o que expliquei, ainda tenho que dedicar-me à nossa "bebé dragão" e aos assuntos domésticos.

Na verdade, certamente que vou estar mais ocupada do que se estivesse sentada no escritório enfrente do computador!

---Pela NaE

quinta-feira, setembro 26, 2013

Reportagem na TDM

A mensagem da nossa viagem tem estado a passar, paulatinamente, na comunicação social.
Um pouco por todo o lado, jornais, revistas e televisões, vão dando eco do que fazemos e do que está para vir. A viagem, o propósito de assinalar os 500 anos das ligações marítimas com a Ásia, o desejo de celebrar os laços da Lusofonia e Macau...
Recentemente, para nossa satisfação, vimos que a Sapo Timor Leste tinha publicado o artigo feito pela Agência de Notícias Lusa.
Para breve está programada a publicação de uma entrevista na Notícias Magazine em Portugal, assim como uma entrevista para um jornal de língua Chinesa.
Mais recentemente, no passado dia 21 de Setembro, o Canal Macau da TDM, entrevistou toda a tripulação do Dee. O vídeo dessa reportagem pode ser visto aqui.
Na nossa página Cobertura Mediática estão lá tudo o que tem sido publicado e que nós tenhamos conhecimento.
Se souberem de mais, enviem-nos os links. Obrigado!