Mostrar mensagens com a etiqueta Tailândia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tailândia. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, dezembro 10, 2013

10 razões para viajar

Este post foi feito pela NaE, originalmente em Inglês, e traduzido pelo João

Quando falamos de viagens, acredito que 99% das pessoas têm seus destinos de sonho. Eu também tenho um.
O meu sonho é visitar a Áustria e a Alemanha e assistir a concertos de música clássica ao vivo. Eu adoro música clássica, faz-me sentir viva, mesmo que não entenda as notas musicais. Simplesmente adoro a melodia.
Os meus destinos de sonho e a minha actividade predilecta parecem estar em locais completamente opostos ao nosso projecto de "Viagem à volta do Mundo", no entanto, acredito que a nossa viagem também nos vai oferecer oportunidades como eu nunca imaginei. Acredito que alguns dos destinos com o nosso veleiro "Dee" se irão transformar em lugares de sonho!
Todos nós gostamos de viajar. É uma actividade que todos temos de fazer na nossa  vida. Viajamos em lazer, trabalho, estudo, compras e por devoções religiosas ou quaisquer outras razões. Para quem trabalha todo o ano, que se esforça para ganhar dinheiro que depois usa para comprar tudo o que quer e precisa para ter uma vida confortável, para ter as mesmas coisas que os amigos e vizinhos têm, as férias são importantes.
Digam-me quando foi a última vez que tiveram férias sem despertadores, computadores ou sem ver emails ou até mesmo sem relógio? Sinceramente, eu não me lembro sequer de um único dia de férias em que eu estivesse completamente desligada do mundo exterior! A nossa vida tem coisas mais importantes do que trabalho ou dinheiro. Saúde, amizades e experiências são também aspectos muito significativos.

10 razões pelas quais devemos viajar -  isto é somente o meu ponto de vista.

Alguns de vocês concordam totalmente, mas há-de haver também quem discorde.

1. Para desfrutar de lugares diferentes
2. Para conhecer novas pessoas
3. Para saber quão incrível é o nosso mundo
4. Para alterar a nossa rotina diária
5. Para passar mais tempo com a família e amigos
6. Para experimentar coisas novas
7. Para conhecer diferentes culturas e estar ciente da sua importância
8. Para superar dificuldades juntos e melhorar a vida de casal
9. Para ter oportunidades diferentes

10. Para gastar e desfrutar do nosso dinheiro enquanto ainda temos saúde

Agora, é a sua vez de escolher o dia e reservar o bilhete para o seu próximo destino de férias!

Quedas de água em Siquijor, Filipinas 
Hotel em Boracay
A desfrutar de comida local
Marginal em Marbella, Espanha
A aprender sobre a rota marítima para Malaca, Malásia
Aprender cultura local, "Wai", cultura Tailandesa
Vista de Sintra, Portugal, parte da lista de Património Mundial da UNESCO
Comer a sua comida favorita, Pastéis de Belém em Portugal
Marina de Almeria, Espanha
Ponte 25 de Abril em Lisboa, Portugal
A fazer esqui, actividade de família na Coreia do Sul
A desfrutar de bons momentos com bons amigos
Tempo de casal, algures em Banguecoque
A sonhar no País da Fantasia, Disney Land de Hong Kong
O local onde a história entre o Sião e Portugal começou, Ayutthaya Tailândia
Desfrutar da natureza!

segunda-feira, novembro 25, 2013

Será destino?


Estas últimas semanas tem sido a NaE que tem estado mais activa no blogue, publicando diversos artigos relativos a variados aspectos da preparação da nossa aventura e das suas vivências e experiência. Claro que o facto de eu me ter mantido algo afastado não quer dizer que não tenha feito nada. Não nos podemos esquecer que, a par de toda a preparação que esta nova etapa da nossa vida engloba, também temos ainda obrigações profissionais que nos ocupam mais parte do dia. No caso da NaE, já deixou o seu emprego diurno, mas nem por isso passou a ter mais tempo livre. Aliás, até penso que ela está mais ocupada agora do que anteriormente, apesar de poder parecer antagónico!
Pessoalmente, tenho andado mais ocupado com coisas do escritório visto que estou a entrar no último mês antes da minha licença sem vencimento começar a 1 de Janeiro do próximo ano. Muita coisa tem de ser preparada e os últimos detalhes têm de ser bem limados.
Aqui no nosso blogue devem ter reparado que fizemos algumas alterações, nomeadamente no próprio corpo do texto que agora incluí a indicação de quem o elabora. Assim torna-se mais claro quem esteve por detrás do teclado e escreveu as palavras originais. Por vezes tornava-se complicado saber se era eu ou se era a NaE, o que fazia com que a ideia fosse mais difícil de perceber.
No seguimento do artigo da NaE onde ela falava do destino e do que o adivinho lhe tinha dito, quero fazer uma revelação que poucos têm conhecimento. Numa das minhas primeiras visitas à Tailândia, penso que ainda no século passado, também um adivinho me fez uma leitura semelhante.
Não sendo muito supersticioso, na altura não liguei e até achei piada de me dizer que eu apenas seria feliz junto à água. Bom, afinal nasci junto da água, Mira tem praia! Afinal vivia em Macau, bem junto à água. E, por fim, adorava mar e tudo o que estivesse relacionado com água! Agora, passados todos estes anos e com a nossa decisão de mudar de vida para viver em cima da água, começo a temer aquilo que ouvi há tantos anos.
Será verdade? Será caso para começar a acreditar na velha expressão “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay…”

terça-feira, outubro 22, 2013

É tudo destino

(Artigo publicado, originalmente em Inglês pela NaE e traduzido pelo João para Português)
A vida é uma viagem!
Quando era uma estudante universitária não planeava muito a minha vida após a formatura, o que gostaria de ser ou que tipo de trabalho queria fazer.
Tentei ser estagiária num hotel famoso e numa agência de viagens, mas não resultou porque não eram tarefas com que eu me identificava.
A minha licenciatura é em Língua Francesa, com bacharelato em Inglês, o que fez com que fosse relativamente fácil encontrar emprego. Aliás, nessa altura um dos meus professores convidou-me para trabalhar com ela num projecto de pesquisa, pelo que nem sequer tive de me esforçar para encontrar emprego.
A maioria dos meus amigos que não conseguia encontrar emprego antes da formatura, ou que não queriam trabalhar imediatamente, continuaram os seus estudos para Mestrado na Tailândia ou no estrangeiro.

Um dia, durante o último semestre do meu curso, uma das minhas amigas mais próximas que é adepta de ler a fortuna nos cartomantes, pediu-me para ir com ela a um perto da universidade. É algo tradicional tailandês mas semelhante à leitura da palma de estilo ocidental.
A minha universidade localiza-se perto de uma das principais atracções turísticas de Banguecoque, o Grand Palace, onde há festas e feiras todo o ano.
Pessoalmente não acredito em cartomantes, porque quem sabe da minha vida melhor do que eu? No entanto, visto que a minha amiga insistiu tanto, acabei por ir.
Quando a cartomante começou a dizer à minha amiga sobre a sua vida, sobre os seus problemas familiares, acertando mesmo no tipo de doença que o seu pai tinha sem que ela tenha dito qualquer coisa que o pudesse revelar, comecei a ficar curiosa de como é que ela poderia saber tanto sobre a minha amiga e decidi também experimentar!
Quando chegou a minha vez, disse-me que o namorado que tinha naquele momento não era a minha alma gémea e que a minha verdadeira alma gémea estava longe. Claro que não acreditei e não levei nada a sério. Quando segurou na minha mão e olhou para a minha palma disse que eu iria viajar muito! "Tanto que nunca iria ser capaz de parar!" Curiosa, perguntei-lhe se a viagem seria de lazer, estudo ou trabalho? Tendo ela respondido que as linhas da minha mão só lhe mostravam que eu iria ser uma viajante.
Isso fez-me fez, como é que eu iria viajar o tempo todo se não fosse rica?
Claro que depois daquele dia não pensei mais no assunto e continuei a viver a minha vida normalmente.

Alguns anos depois fui trabalhar para uma empresa de arquitectura, pertença de um grupo que também tem uma revista de design. A mesma amiga que me arrastou para ler a sina também ali trabalhava, juntamente com outros ex-colegas de faculdade.
Passando algum tempo foram todos enviados para Hong Kong para participar numa feira de design durante uma semana. Tendo eu aproveitado essa oportunidade, uma vez que o nosso grupo de amigos da universidade nunca tinha viajado junto, e pedi férias também. Era a minha primeira vez a voar para fora do país e viajar sozinha para ir ao encontro dos meus amigos que já estavam em Hong Kong.
Não foi fácil para mim entender os anúncios do aeroporto em Inglês, com um sotaque "estrangeiro"! O meu voo estava atrasado, a minha “limousine” do meu hotel foi-se embora e não esperou por mim e eu nem sabia como fazer uma chamada telefónica internacional!
O copo d'água donosso casamento na Tailândia, ambos em roupas tradicionais
Nesta primeira viagem ao exterior sozinha conheci o homem que viria a ser o meu marido. Foi ele que me ajudou a lidar com todos os contratempos, visto que já estava acostumado a lidar com a maneira chinesa de trabalhar. Desde então, mantivemos um relacionamento à distância, viajando para nos encontrarmos sempre que tínhamos tempo e dinheiro, até decidirmos casar e viver juntos.
Eu costumava sempre dizer que não gostava de Ocidentais, no entanto, acabei casada com um! De viajantes independentes a parceiros de viagem, passando a viver e a trabalhar num país estrangeiro e, finalmente, planeando a nossa "Volta ao Mundo"..
Tu ao leme e eu a dar direcções. É uma vida de casal!
Quando olho para trás, eu consigo acreditar que cheguei tão longe e que vou continuar a minha caminhada.
O meu destino já estava escrito, mas era ainda desconhecido. Mesmo que eu queira mudar o meu destino, lutando pelo que quero, para construir tudo o que preciso e para escolher quem gostaria de encontrar, agora acredito que não podemos mudar nada.
Tudo tem uma razão para começar e para terminar.

Tudo o que pudemos fazer são boas acções para ganharmos mérito até ao dia em que esse mesmo mérito nos será retribuído, a isso "Karma".
A viagem é sempre boa se o companheiro de viagem for bom